Movimento Verde: confira as espécies que serão plantadas no mutirão do dia 30 na escola Olympia




No dia 30 de agosto, às 8h, o projeto MoVer – Movimento Verde, promove um mutirão de plantio na Escola Estadual Olympia Barth de Oliveira, em Americana. A ação tem objetivo de implantar uma minifloresta de bolso na unidade escolar por meio de ação voluntária. A iniciativa é aberta a todas as pessoas interessadas em participar.

De acordo com os organizadores do MoVer, Juliano Schiavo e Simone Franzin, serão plantadas na escola 25 mudas, de 14 espécies diferentes dos biomas Mata Atlântica e Cerrado: araçá-do-campo, araçá-roxo, cambuizinho, canudo-de-pito, cereja do rio grande, chal-chal, embaúba, fruto do sabiá, grumixama, guabiju, jabuticaba, jerivá, pitanga preta e sete capotes.

Para o plantio, será utilizada a técnica de minifloresta, criada pelo botânico japonês Akira Miyawaki, que consiste em um plantio adensado de espécies nativas da região. No Brasil, o conceito de floresta de bolso foi amplamente difundido e adaptado pelo paisagista e botânico Ricardo Cardim.


Confira as espécies selecionadas:



Araçá-do-campo: Frutífera nativa que atrai diversos polinizadores durante a floração e serve de alimento para aves e pequenos mamíferos. É essencial para a restauração ecológica e oferece frutos ricos em vitamina C para consumo humano e da fauna.



Araçá-roxo: Produz frutos suculentos e saborosos que alimentam a avifauna e enriquecem a dieta humana com antioxidantes. Suas flores atraem abelhas e a árvore auxilia diretamente na recuperação de áreas degradadas.



Cambuizinho: Pequena frutífera com grande valor ecológico, cujas flores melíferas atraem abelhas nativas e outros insetos polinizadores. Seus frutos alimentam passarinhos e contribuem para a dispersão de sementes na vegetação local.



Canudo-de-pito: Espécie pioneira de crescimento rápido, fundamental para a regeneração florestal e proteção do solo. Suas flores tubulares atraem principalmente beija-flores e insetos, desempenhando papel crucial na polinização.



Cereja do Rio Grande: Frutífera bastante apreciada por humanos e pela fauna, produzindo cerejas nativas doces e nutritivas. Atraem intensa visitação de abelhas durante a florada e ajudam no sustento de aves frugívoras.



Chal-chal: Arbusto ou pequena árvore com alta importância na restauração, pois produz frutos muito procurados pela avifauna. Suas flores atraem diversos polinizadores e a espécie garante alimento constante para a vida silvestre.



Embaúba: Espécie pioneira indispensável para a recuperação de ecossistemas, atraindo preguiças, aves e morcegos que espalham suas sementes. Suas flores atraem insetos e a estrutura da planta serve de abrigo e suporte para a fauna.



Fruto do Sabiá: Nomeada pela forte atração que exerce sobre o sabiá e outras aves, é uma frutífera de suma importância ecológica. Produz abundantes frutos pequenos e flores que alimentam polinizadores ao longo de seu ciclo.



Grumixama: Conhecida como a "cereja brasileira", é uma frutífera nobre com frutos saborosos para humanos e animais. Excelente para o reflorestamento, atrai abelhas nativas na florada e sustenta a avifauna local.



Guabiju: Frutífera nativa de frutos aveludados e doces, muito ricos em nutrientes e apreciados por aves e mamíferos. Suas flores atraem abelhas polinizadoras e a árvore garante ótima cobertura e diversidade ecológica.



Jabuticaba: Clássica frutífera brasileira cujos frutos brotam no tronco, alimentando humanos, mamíferos e aves. Suas flores brancas atraem multidões de abelhas polinizadoras, sendo vital para a biodiversidade urbana e silvestre.



Jerivá: Palmeira nativa estratégica que produz cachos de coquinhos altamente nutritivos para papagaios, tucanos e mamíferos. Floresce atraindo polinizadores e fornece importante recurso alimentar durante quase o ano todo.



Pitanga Preta: Variedade saborosa e rica em antioxidantes, muito buscada tanto para consumo humano quanto pela avifauna. Suas flores perfumadas atraem insetos polinizadores e a planta ajuda a enriquecer o solo e a flora nativa.



Sete Capotes: Frutífera nativa da Mata Atlântica com frutos acidulados e comestíveis que alimentam a fauna silvestre. Apresenta flores melíferas para abelhas e possui relevante valor na conservação e restauração florestal.


Para esse plantio, o projeto MoVer recebeu como doação duas mudas de jabuticaba e uma de cambuizinho de Rafael Legramandi e uma muda de jabuticaba de Luiz Francisco Boschiero. O projeto MoVer é uma ação independente e sem vínculos partidários. O projeto agradece à abertura da escola pela diretora, Sandra Kanagusku, por permitir a ação.

A Escola Estadual Olympia Barth de Oliveira está localizada na Rua Itapemirim, 149, Jardim Ipiranga, em Americana. O mutirão será realizado de forma voluntária e é aberto a toda a comunidade. O projeto MoVer – Movimento Verde é uma iniciativa independente, criada com o propósito de promover a conscientização ambiental, incentivar a arborização urbana e valorizar o plantio de espécies nativas. Os interessados em participar podem obter mais informações pelo Instagram @mover.movimentoverde, pelos WhatsApps (19) 99214-7935 (Juliano) e (19) 99203-3964 (Simone), ou pelo blog https://movermovimentoverde.blogspot.com.


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